O Apego e seu Impacto no Desenvolvimento da Criança.

27 de abril de 2021
A teoria do apego estuda o vínculo formado entre bebês com as mães e cuidadores. O recém-nascido necessita de uma figura de apego, que na maioria das vezes é a mãe. Ela ocupa a posição afetiva mais importante e é um referencial na primeira infância e até a vida adulta.  No caso de falta da mãe o apego se dá com outra figura que se mantenha como cuidador.

“É essencial para a saúde mental que o bebê e a criança pequena vivenciem uma relação calorosa íntima e contínua com sua mãe (ou mãe substituta permanente - uma pessoa que cuide regularmente da criança) na qual ambas encontrem satisfação e prazer”. (John Bawlby - Psiquiatra infantil e Psicanalista inglês).
É natural ser a mãe da criança sua principal figura de apego, porém este papel pode ser assumido por outras pessoas desde que manifestem um modo maternal de agir em relação ao bebê, e este por sua vez retribua da mesma maneira que trataria sua mãe biológica.

Considera se “apego” quando a criança procurando satisfazer suas necessidades, busca proximidade e contato com um cuidador, geralmente em momentos de estresse, ansiedade ou enfermidade. Essa tendência ao apego é inata e instintiva, uma ligação com quem cuide com a finalidade de sobreviver e se desenvolver físico, social e emocionalmente.
Este apego é um marco na infância e continua sendo importante ao longo da vida. Quando a fase adulta chega as representações do apego infantil moldam a forma como a pessoa se sente diante das e relações íntimas com parceiros, amizades e relacionamentos em geral, como o adulto se vê e como vê o outro durante toda a vida.

Alguns bebês desenvolvem uma relação de apego seguro com seus cuidadores onde a principal característica é resultar em pessoas que possuem opiniões positivas sobre si mesmas e o parceiro em relacionamentos harmoniosos, pois a pessoa sente-se confortável com a intimidade e com a independência.
Outros se apegam de forma ambivalente, resultado de uma relação de apego caracterizada por uma menor qualidade de tempo empreendido, desembocando em um desejo de altos níveis de intimidade, dependência extrema do parceiro, pessoas inseguras que questionam o seu próprio valor.

Quando a criança não encontra condições de se desenvolver em um ambiente familiar e seguro, cheio do envolvimento de uma rede de apoio com pessoas próximas é provável que vivenciará suas experiências em um ambiente institucional onde os vínculos se darão por cuidadores profissionais. Desta forma, é importante que estes cuidadores tenham consciência das necessidades afetivas básicas desta criança. Essa relação deve se dar com o máximo de acolhimento em um ambiente sadio capaz de gerar vínculos positivos, eliminando o maior número de riscos. 

*Leia o artigo completo na Primeira Edição da Revista Infâncias. 

**Sobre as autoras:
* Carolina Valadão Ribeiro- Mestre em Psicologia Escolar. Graduada em Psicologia.
**Edimar L.O. Valadão- Psicóloga clínica- Graduada em Psicologia. 
 
 
 
Veja mais artigos sobre Saúde Veja mais
Copyright ©2021 - Revista Infâncias
Design by: